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Distrito Federal

Alunos da rede pública expõem obras sobre surdocegueira na UnB

Exposição do CEEDV promove inclusão e conscientização sobre a surdocegueira até 9 de novembro.

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Redação
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Alunos da rede pública expõem obras sobre surdocegueira na UnB

Exposição convida público a conhecer a realidade de pessoas com surdocegueira | Foto: Daniel Oliveira/Ascom SEEDF

No dia 5 de novembro de 2026, alunos do Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV) inauguraram a exposição "Surdocegueira: Vivências, Possibilidades e Experiências" no hall do subsolo da Biblioteca Central da Universidade de Brasília (UnB). A mostra, que ficará em cartaz até o dia 9 de novembro, tem como objetivo ampliar a conscientização sobre a surdocegueira e apresentar alternativas de inclusão para as pessoas que enfrentam essa condição.

O que é a surdocegueira?

A surdocegueira é uma condição que compromete a visão e a audição simultaneamente, resultando em dificuldades de comunicação, mobilidade e autonomia. Essa condição pode variar em intensidade, englobando desde a perda total dos dois sentidos até combinações de resíduos visuais e auditivos que não se compensam. A surdocegueira pode ser congênita, presente desde o nascimento, ou adquirida ao longo da vida, o que torna essencial a criação de estratégias de ensino adaptadas às necessidades de cada estudante.

A exposição reúne obras idealizadas e produzidas por estudantes surdocegos do CEEDV, que utilizaram materiais diversos, incluindo impressoras 3D, para expressar suas experiências cotidianas e formas de comunicação. Essa iniciativa não apenas valoriza a produção artística dos alunos, mas também estimula a reflexão sobre acessibilidade e autonomia no contexto social.

Qual o impacto da exposição para a comunidade?

De acordo com Fábio Zózimo, professor guia-intérprete do CEEDV e organizador da exposição, a ideia é oferecer ao público uma oportunidade de adentrar o universo da surdocegueira. Ele ressalta que, ao tornar a surdocegueira mais visível, a mostra pode combater preconceitos e mudar percepções sobre as capacidades das pessoas com deficiência. "Essa é uma forma de mostrar que, apesar das limitações impostas pela condição, os alunos são capazes de realizar atividades criativas e significativas", afirma.

A arte, neste contexto, desempenha um papel fundamental. Através dela, os alunos conseguem se expressar e participar ativamente da sociedade, promovendo um ambiente mais inclusivo. Além disso, à medida que a educação inclusiva se torna mais popular, acredita-se que isso trará benefícios significativos para a comunidade acadêmica, alinhando-se ao papel da universidade como agente transformador da sociedade.

Com a exposição do CEEDV na UnB, espera-se não apenas conscientizar a comunidade acadêmica sobre a surdocegueira, mas também incentivar outros espaços a promover iniciativas semelhantes. O evento é uma oportunidade para que todos reflitam sobre as possibilidades de inclusão e acessibilidade, contribuindo para uma sociedade mais justa e igualitária.

Tags

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