Suspeito usava envelopes bancários vazios para simular pagamento de veículos; comparsa já estava preso desde agosto.
Um homem foi preso nesta quarta-feira (26/11) em Ceilândia, no Distrito Federal, suspeito de aplicar golpes contra idosos nas cidades goianas de Águas Lindas e Santo Antônio do Descoberto. A modalidade criminosa consistia em simular pagamentos por veículos utilizando envelopes bancários vazios. O suspeito já possuía mandado de prisão em aberto da Justiça de Vianópolis por outros crimes e atuava com um comparsa que já se encontra preso desde agosto.
Como funcionava o golpe aplicado contra os idosos?
Os criminosos abordavam idosos em vias públicas das cidades goianas e demonstravam interesse em comprar seus veículos. Após negociarem valores, conduziam as vítimas até agências bancárias onde realizavam a encenação do crime. Os suspeitos preenchiam envelopes de depósito sem inserir o dinheiro, efetuavam a transação vazia e entregavam os comprovantes bancários às vítimas como se o pagamento tivesse sido realizado normalmente.
A estratégia explorava a confiança das vítimas e possíveis limitações visuais ou de compreensão comum em pessoas idosas. Somente quando as vítimas tentavam sacar o valor supostamente depositado descobriam que haviam sido enganadas, já sem possibilidade de localizar os golpistas que desapareciam com os veículos.
Quais foram as provas encontradas pelas investigações?
Durante busca realizada em 11 de agosto de 2025 na residência do primeiro suspeito, em Santa Maria (DF), a Polícia Civil de Goiás (PCGO) encontrou 20 envelopes bancários vazios, material essencial para a execução dos golpes. Na ação desta quarta-feira (26/11) na casa do segundo suspeito em Ceilândia, foram apreendidos mais sete envelopes vazios, além de uma blusa e um par de tênis utilizados em um dos crimes específicos sob investigação.
Qual o perfil criminal dos envolvidos?
O suspeito preso nesta quarta-feira já possuía mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça de Vianópolis (GO) pelos crimes de furto e corrupção ativa, demonstrando reincidência em atividades criminosas. Seu comparsa, preso anteriormente em agosto, também tinha histórico delituoso similar, indicando a atuação de uma dupla especializada em golpes contra populações vulneráveis.
Caso sejam condenados, os suspeitos do golpe contra idosos podem receber penas de até 10 anos de prisão por cada crime apurado.

