GDF libera R$ 42 milhões para pagamentos do Prato Cheio e DF Social

Recursos beneficiam 200 mil famílias no Distrito Federal com crédito para alimentação e auxílio financeiro; saiba como consultar o benefício.

A Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF) oficializou, nesta terça-feira (6), a liberação de uma soma expressiva de R$ 42,6 milhões destinada aos programas de transferência de renda e segurança alimentar da capital.

O montante visa cobrir os pagamentos mensais do Cartão Prato Cheio e do DF Social, iniciativas que atendem a população em situação de vulnerabilidade social. Do total disponibilizado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), a maior fatia, correspondente a R$ 32,2 milhões, foi alocada exclusivamente para o crédito nutricional, enquanto os R$ 10,4 milhões restantes garantem o subsídio financeiro complementar para milhares de famílias brasilienses.

Como funciona o Cartão Prato Cheio?

O Cartão Prato Cheio representa um dos principais pilares da política de assistência social no Distrito Federal, desenhado para substituir a entrega física de cestas básicas por um modelo que oferece mais autonomia e dignidade ao cidadão. Com um crédito mensal de R$ 250, o beneficiário possui a liberdade de escolher os gêneros alimentícios que melhor atendem às necessidades de sua família, podendo realizar compras no comércio local de sua cidade, seja em grandes supermercados ou em pequenos merceadinhos de bairro.

Nesta rodada de pagamentos, o benefício alcança cerca de 130 mil famílias que enfrentam quadros de insegurança alimentar e nutricional. Uma característica importante do programa é o seu caráter temporário e cíclico. O auxílio é concedido em um ciclo de parcelas — que neste contexto específico abrange 18 meses —, permitindo que o Estado ampare o cidadão durante o período de maior dificuldade financeira, enquanto promove a rotatividade para que novas famílias possam ingressar no sistema e também receber o suporte necessário.

É fundamental destacar que o uso do cartão é restrito à aquisição de alimentos. A utilização do crédito para a compra de bebidas alcoólicas, cigarros ou outros produtos não alimentícios é estritamente proibida e pode acarretar no bloqueio ou cancelamento do benefício. Essa medida assegura que o recurso público cumpra sua finalidade primária: colocar comida na mesa de quem mais precisa, combatendo a fome de forma direta em regiões como Ceilândia, Samambaia e Sol Nascente.

Qual é o impacto do DF Social?

Paralelamente ao auxílio nutricional, o GDF realizou o repasse de R$ 10,4 milhões referentes ao programa DF Social. Diferente do Prato Cheio, que é focado exclusivamente na alimentação, o DF Social funciona como um benefício de transferência de renda direta, oferecendo um suporte financeiro mensal de R$ 150. Este valor serve como um complemento importante ao orçamento doméstico, auxiliando no pagamento de despesas básicas, como contas de consumo, medicamentos ou transporte.

O programa contempla atualmente 70 mil famílias em todo o Distrito Federal. O critério de elegibilidade está atrelado à renda per capita familiar e à inscrição no Cadastro Único (CadÚnico). O sistema cruza dados para identificar automaticamente as famílias que se enquadram no perfil de extrema pobreza e que, muitas vezes, não conseguem acessar outros benefícios federais em sua totalidade.

Neste mês, um dado relevante aponta para a inclusão de novos beneficiários: 1.773 famílias abriram contas sociais digitais para receber o benefício pela primeira vez. Essa bancarização é um passo crucial para a cidadania, pois insere pessoas em situação de vulnerabilidade no sistema financeiro, permitindo que movimentem os recursos de forma segura e ágil através do aplicativo do Banco de Brasília (BRB).

Qual a importância econômica para o DF?

A liberação desses recursos gera um efeito multiplicador na economia do Distrito Federal. Ao injetar mais de R$ 42 milhões de uma única vez, o governo estimula o consumo em áreas descentralizadas. O dinheiro do Cartão Prato Cheio, por exemplo, não fica retido nos cofres públicos ou em grandes transações financeiras; ele circula diretamente nas padarias, açougues e mercados de cidades como Planaltina, Recanto das Emas e Santa Maria.

Ana Paula Marra, titular da Secretaria de Desenvolvimento Social, enfatiza que a continuidade e a regularidade desses pagamentos são estratégicas. Segundo a gestora, o foco da pasta desde 2019 tem sido a erradicação da fome e a mitigação da pobreza extrema. O reconhecimento desse esforço veio através de premiações nacionais, como o Selo Betinho e posições de destaque em rankings de sustentabilidade social, que validam a eficiência das políticas públicas adotadas na capital federal.

Como consultar e retirar o benefício?

Para as famílias que aguardam a liberação ou que desejam verificar se foram contempladas nesta folha de pagamento, a Secretaria de Desenvolvimento Social disponibiliza canais digitais de fácil acesso. A consulta principal deve ser realizada através do site oficial do GDF Social. A plataforma é intuitiva e exige apenas que o cidadão insira seus dados pessoais para verificar o status do benefício.

No portal, é possível identificar exatamente em qual agência do Banco de Brasília (BRB) o cartão está disponível para retirada. É imprescindível que o titular do benefício compareça à agência indicada portando um documento oficial com foto e o CPF. A organização da entrega visa evitar filas desnecessárias e garantir que o recurso chegue às mãos do responsável legal pela família cadastrada.

Além da consulta online, a manutenção dos dados atualizados no Cadastro Único é vital para a continuidade do recebimento dos auxílios. Famílias que mudam de endereço, telefone ou que têm alteração na composição familiar ou na renda devem procurar um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) para regularizar a situação e evitar a suspensão dos pagamentos futuros.

O compromisso do governo local com a manutenção desses programas reflete a necessidade contínua de amparo social diante das oscilações econômicas. Com o crédito em conta, milhares de moradores do Distrito Federal garantem, ao menos, a segurança alimentar para o próximo mês, reafirmando o papel do Estado na proteção dos seus cidadãos mais vulneráveis.

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