No Dia Mundial de Combate ao Colestero, celebrado nesta sexta-feira (8), um alerta: controlar os níveis dessa gordura no sangue é crucial para prevenir doenças graves. Embora essencial para funções vitais do corpo, em excesso, o colesterol se torna uma ameaça silenciosa à saúde cardiovascular.
O perigo invisível
O colesterol em desequilíbrio forma placas de gordura nas paredes das artérias, um processo perigoso que pode levar a complicações sérias como:
- Infarto do miocárdio
- Acidente Vascular Cerebral (AVC)
- Angina e insuficiência cardíaca
A Referência Técnica Distrital de cardiologia da SES-DF, Rosana Oliveira, explica: “Uma pessoa pode permanecer muitos anos com o colesterol alto e não apresentar sintomas. Por isso a importância de realizar exames regularmente, evitando chegar já em condição de infarto ou AVC”.
Colesterol bom vs. colesterol ruim: entenda a diferença
LDL (Ruim): Se acumula nas artérias, dificultando o fluxo sanguíneo
HDL (Bom): Ajuda a remover o excesso de colesterol das artérias
Como manter o controle?
A especialista Rosana Oliveira dá o caminho para manter as taxas equilibradas:
Evite:
- Gorduras saturadas e trans (frituras, embutidos, fast food)
- Excesso de açúcar e carboidratos refinados
Prefira:
- Gorduras boas (abacate, castanhas, amendoim)
- Peixes como salmão e sardinha
Atividade física regular
Cenário preocupante no DF e no Brasil
Os números mostram a dimensão do problema:
No DF: 1.221 internações por infarto entre janeiro e agosto de 2025
No Brasil: 242 mil mortes por doenças cardiovasculares até agosto
A boa notícia é que iniciativas como o projeto Sprint da Secretaria de Saúde do DF têm contribuído para reduzir as mortes por infarto. O sistema permite comunicação em tempo real entre UPAs e especialistas, agilizando diagnósticos e tratamentos.
A prevenção começa no exame de sangue
O diagnóstico do colesterol alto é feito através do perfil lipídico, um exame de sangue simples que mede LDL, HDL, colesterol total e triglicerídeos. A recomendação é que adultos façam esse exame regularmente, principalmente quem tem fatores de risco como hipertensão, diabetes, obesidade ou histórico familiar de problemas cardíacos.
Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

